3ª Missão

Em  nossa terceira viagem para Moçambique formamos um grupo de 55 pessoas que trabalharam em diversas áreas (medicina, enfermagem, nutrição, educação, esportes, odontologia e música). A Faculdade Presidente Antônio Carlos de Araguari enviou sob a coordenação de Juliana Pontes Pinto Freitas,  professora da disciplina de pediatria e de  Daniela Resende Morais Salles, coordenadora do curso de nutrição, dez alunos da instituição para compor o grupo. Por ser um grupo grande e multiprofissional metade ficou trabalhando em Maputo, capital de Moçambique e a outra metade viajou 1200 quilômetros para o norte do País, para uma cidade chamada Dondo, localizada na província de Sofala.

Abner Cury Martins
Alex Júnior Jacó da Silva
Alexandre Leonardo Barros Borges
Ana Carolina Borges Gorga
Anaessa Pereira Mori
Andréia Lopes Gonçalves Magnino
Ângelo Marquez do Nascimento
Arlindo Soares Neto Rodrigues da Cunha
Bruna  Jordana Araújo
Cairo Cesar de Carvalho
Camila Borges Martins
Camilla Salomao Alvarenga
Carla Capanema Abrao
Carolina Barbosa Lemos
Célia Maria Soares
Cleuza Maria Batista
Daniela Resende Moraes Sales
Dayane de Souza Lima Ribeiro
Dione Borges tavares Junior
Elis Pereira Rego
Elizete dos Anjos
Fabiana Cunha Rios de Bastos
Fernanda Gobbi Duarte
Floriano Sulzbeck Guimaraes
Gilberto de Oliveira Marquez
Iris Mendoza
Joao Paulo Rodrigues Galvao Moreira
Juliana Pontes Pinto Freitas
Letícia Calhau Freitas
Letiele Machado Luz
Livia Maria Longhi
Luciana Leite Corsino Borges
Luis Antônio Oliveira
Marco Túlio Cunha Alves Oliveira
Maria Laura Mesquita Arantes
Mariana Ribeiro Cosac
Maristella Alves do Nascimento
Maurício Calhau Freitas
Melyne Serralha Rocha
Mirian Baptista de Jesus Caputi
Nivalda Gonçalves Silva
Paula Fernanda Guirardelli Alves Martins
Paulo Gonçalves Borges Neto
Raquel de Miranda Sousa
Ricardo Cesar Crosara Magnino
Rogério de Jesus Caputi
Rosalinda Asenjo López de Berti
Silvânia Mendes da Silva
Tatiane Martins de Lima Crosara Bastos
Thais Franco Simionatto
Thiago Mesquita de Freitas
Thiago Rodrigues Braz
Victor Hugo Araújo Facchini
Vonei Luiz Pereira
Waldemar Antonio de Oliveira

MAPUTO

Em Maputo trabalhamos a maior parte do tempo com o ministério REMAR, que tem um centro social grande, onde funcionam escolas, orfanatos, oficinas de trabalho. Lá a prioridade foi o tratamento dos órfãos abrigados pela  instituição, tivemos o privilégio de ajudar aquele ministério numa área que é bastante carente para eles, a saúde. Ainda em Maputo desenvolvemos trabalhos também em comunidades carentes.

Por meio da atuação de um grupo heterogêneo, foi possível abranger diferentes focos do trabalho; voluntários realizaram ações educativas; médicos e estudantes de medicina realizavam atendimento; nutricionistas e estudantes de nutrição analisavam o estado nutricional; dentistas da ONG “Missão Sal da Terra”, cuidavam da saúde bucal; e com essa ajuda mútua, o trabalho se desenvolveu de forma eficiente, incisiva, além de muito gratificante para aqueles que desempenhavam as atividades.

Foram realizadas ações educativas, preventivas, e curativas, em orfanatos e comunidades, com um total de 518 atendimentos, dos quais 63,1% são do sexo feminino e 36,9% do sexo masculino. Através destes foi possivel analisar as prevalências de patologias, dentre estas: HIV, doenças de pele, infecções, entre outras que serão abordadas no presente texto.

As comunidades visitadas acolheram muito bem a equipe, disponibilizando espaços para a realização dos atendimentos, que eram feitos de maneira oganizada, com grupos de triagem, atendimento e em seguida oferecida a medicação, que era feita no local, e caso a posologia se desse em doses maiores, o medicamento era doado aos pacientes.

O grupo viajou equipado com grande quantidade de kits de testes rápidos de HIV, que eram realizados com prévia autorização do paciente. Aqueles cujos resultados positivos eram encaminhados ao hospital da cidade para receberem o tramento adequado fornecido gratuitamente pelo governo. Do total 140 pacientes concordaram em fazer o exame e destes 33,6% resultaram positivos. Foi aplicado um questionário com perguntas objetivas a fim de analisar condições de vida dos quais 27,9% apresentavam secreção na genitália; 12,1% lesão na pele; 19,3% perda de peso;  12,9%  diarréia crônica, 12,1% hábitos sexuais com diferentes parceiros; 10,7%  possuíam tatuagem no corpo e 8,6% já haviam recebido transfusão sanguínea.

As doenças mais encontradas foram anemia, hipertensão arterial sistêmica, infecção do trato urinário, das vias aéreas superiores e dermatológicas.

DONDO

Em Dondo nosso trabalho se desenvolveu em parceria com a JOCUM DONDO. O trabalho voluntário realizado pela JOCUM tem crescido na região norte de Moçambique, principalmente nas áreas mais carentes chamadas vilas. Nessas vilas a comunidade vice essencialmente da agricultura familiar, mora em condições muito precárias e não tem acesso a água encanada, luz e rede de esgoto. Nosso  trabalho foi voltado para educação e área médica. Na área de educação tivemos a oportunidade de treinar alguns professores das escolas parceiras, de trabalhar com as crianças e iniciar uma parceria com os voluntários ligados à educação.

Foram realizadas atividades preventivas e educativas em comunidades assistidas pela ONG JOCUM abordando temas de doenças comuns da infância, hipertensão arterial, DST, SIDA e saúde oral. Foram realizados 965 atendimentos médicos. Nos atendimentos realizados em escolas de educação infantil e em um centro nutricional foram coletados dados acerca das crianças das quais 56,5% era do sexo feminino e  a média da idade foi três anos. Dentre elas 71% não faziam uso de água tratada, 30% apresentavam baixo peso e 35% baixa estatura. As patologias mais freqüentes foram anemia, parasitose intestinal, infecções cutâneas e respiratórias.

Foram realizados inúmeros exames de teste rápido de HIV após consentimento livre e esclarecido dos adultos atendidos. Em alguns casos foi preenchido questionário epidemiológico e dentre os participantes 66,7% eram do sexo feminino, 77% casadas sendo a menor idade foi de 14 anos e a maior 80 anos. Dentre estes 24,3% afirmaram ter adenomegalia em alguma cadeia linfática, 13,2% tinham hábitos sexuais com diferentes parceiros, 21% possuíam tatuagens e 5,3% afirmaram ter recebido transfusão sanguínea.

Grupo Outubro 2012
Grupo Outubro 2012

 

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